segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sobre 3 amores

O primeiro conheci logo em minha primeira saida em terras tucssanas. Cristhopher e la se vai mais nome. Era um moco pequeninho, bonito, sorriso desses que voce so consegue responder sim(pra qualquer coisa q ele quiser), uns olhos pretos e pouco revelador, estudioso (cursava o mestrado em Direito Internacional), pacieeeeeeeeeeeeeente, me entendia quando eu ainda nem conseguia me explicar. Mainha ia adora ele, fazia o tipo genrinho querido. Me apaixonei a segunda vista, mais precisamente a segunda danca. Cheguei em casa achando q tinha achado o amor da minha vida. Mandei email pras amigas, passei madrugadas acordada fazendo planos, ate pro Brasil ele ia comigo, ja tava tudo certo. Eu tinha decido :) . Fui paquerinha exemplar, dessas de dar orgulho, fiz programa de indio, conheci os amigos, nao reclamava de nada, compreensiva total. Tres semanas depois descobri que minha paciencia e amor por ele eram inversamente proporcionais a quantidade de homeworks que o dignissimo tinha. Era demais, meu bem , era tanta tarefa de casa que se eu juntasse todas as que eu fiz em toda minha vida nao dava metade das dele. Acabou, mas dizem que todo amor que vai deixa uma licao, neh, pois bem, com ele aprendi que paciencia definitivamente nao consta em lista das minhas virtudes.

O segundo era o que se pode chamar de partidao: rico, bonito e atencioso. Com ele eu casava ontem, como diz uma amiga minha. Mas, era tambem o ser humano mais contraditorio que eu ja conheci. Tinha uns olhos verdes, mas tristes, um sorriso encantador, mas quase nao sorria de verdade. Conheci por acaso, primeiro viramos melhores amigos, eu sabia de tudo da vida dele e ele alguma coisa da minha, nos divertiamos horrores juntos. E amizade virou romance e o romance, novela mexicana. Entre idas e “ you are sick, mister” foram quase 3 meses. Eh que o individuo era cheio dos porens...era lindo, mas se achava feio; tinha um emprego que 11 entre 10 pessoas queriam, mas nao gostava; tinha tudo o que queria na vida, mas achava que nao merecia; tinha a mim, mas eu era feliz demais para ele. Resumindo, o cidadao precisava de problemas para viver e eu de solucoes.Viajamos, cantamos alto no carro, saimos so pra ver as estrelas, ganhamos serenata, tomamos todas no Mexico, dancamos e... dancamos. Com esse aprendi que momentos incriveis e felicidade transbordando nao significam, necessariamente, amor. E o mais importante, aprendi que partidao, minha filha, nao existe.

O terceiro apareceu pra ocupar o lugar do segundo e ja vinha estampado na cara: PROBLEMA. Era filho de um amigo da familia., ja vinha sendo anunciado a tempos, mas quis o destino que a gente demorasse a se encontrar. Na primeira vez q o vi tive vontade de pegar pra mim, aquele menininho timido, de fala baixa de sorriso envergonhado, tao lindo... e depressivo . Tinha 22 anos e ainda acreditava que ia mudar o mundo.E e sozinho. Dizia que eu era muito inocente. E eu sorria. Semanas e semanas conversando madrugada a dentro por celular, eu tentando convencer que antes dele resolver a fome na Africa ele precisava resolver a propria vida e a figura tentando me convencer que entre os culpados pele caos mundano estava a minha pessoa. Nosso amor durou o tempo do nosso primeiro real encontro, jogamos sinuca, tomamos 2 cervejas e foi finito o que eu achei que ia ser eterno..ate hoje nao sei porque, talvez eu fosse inocente demais para ele, vai saber huahuahua. Com esse encerrei minha conta de paquerinhas.

Sao amores que nao foram amores. Mas foram 3. Nao ao mesmo tempo. Nao com o mesmo prazo. Foram amores queridos, viraram amores guardados.

terça-feira, 6 de abril de 2010

BULA

Cloridrato de Amitriptilina:

FREQUENTADORA DE CONSULTÓRIOS DE PSIQUIATRIA.
ALEGRIA DA IRRITAÇÃO.

DUAS LINHAS SOBRE MIM

Eu ja fui uma pipa.
Hoje eu sou o vento.

CLASSIFICADOS

VENDO:

- IDÉIAS;
- ENSINO A PAQUERAR;
- ACOMPANHO NUMA BOA CONVERSA;
- CUIDO DE SEUS FILHOS ENQUANTO VOCÊ SAI COM O MARIDÃO;
- FICO COM SEU CACHORRO, SE ELE FOR BONZINHO, PRA VOCÊ VIAJAR;
- TOMO UMA CERVEJA PRA FALAR DE POETAS, POLÍTICA E RELIGIAO
(A GENTE PODE DISCORDAR);
- TE ESCUTO CALADA, SÓ PELA COMPANIA;
- ASSISTO UM POR-DO-SOL EM SILÊNCIO SEM COMPROMISSO;
- LEIO O LIVRO QUE VOCÊ QUISER ESCUTAR, SE SUA VISTA JÁ ESTIVER FRAQUINHA;
- PASSO UM TEMPO CONVERSANDO EM INGLÊS COM VOCE, SÓ PRA GENTE TREINAR;
- TAMBEM SOU ALUNA DO QUE QUISER ME ENSINAR.

PREÇO: A COMBINAR.

PRIMEIRO POEMA

Que não me falte papel.
Que não me falte uma caneta.
pra' nos momentos de solidão
me fazerem compania.

Que não me faltem.
Pra' existir em mim possibilidades.
Pra' esboçar minha realidade.

Deixe sempre eu deitar aqui
O que ao resto do mundo não foi dito.

Ouçam-me.
Mesmo quando nem a menor das palavras
Tenha sido dita.

Velem minha tristeza.
Sequem minhas lágrimas.
Sejam coniventes com minhas aflições.
Do resto, que não me falte espaço e tinta
pras minhas alegrias.

No Ano Novo não quero um caderno bonito,
mas um rascunho disposto a me esperar.
E uma caneta que me console só no ver.

Deixem eu aqui me realizar.
Aqui chorar, sorrir, descansar.
Apresentar o tempo, as cores.
O sonho.

Estamos assim acordados:
Você me cede teu branco,
Eu te apresento meu mundo.
Você me acolhe.
E eu te aqueço.
Vocês me olham
E juntos descobrimos a vida.

A nós, um Feliz Ano Novo.

CARTA PRA MINHA TRISTEZA

Oh, querida, que esse não me abandonou.
Rodeou-me todos os dias.
Vestiu minhas melhores lágrimas.
Roubou meus sorrisos.

Ah, amiga, como não chamá-la assim,
seria indelicadeza minha pedir que vá embora?

Não se magoe.
Visite-me alguns dias.
Regresse nos que mais gosta.
Mas não me consuma, como fez antes.
Deixe os dias azuis para que eu preencha.
Amizades tambem precisam de espaço.

Nossos laços são fortes,
entenda que não te abandono.
Tampouco te peço o mesmo.
Quero só que respeite minha decisão.
Deixe, por favor, eu tentar a Alegria, a Felicidade.
A Esperança.
Já me animo pra quem sabe até paquerar com o futuro.

Não, minha cara,
não nego a importância do nosso tempo juntas.
Mas quando chegou ja sabia que não sou presa a amores.
Ou isca de paixoes.
Seguimos, então.

Preciso dizer que se você não for, parto eu.
Vou para 2010 me enroscar com outros sentimentos.

Não sofra!
Não, não sofra!
Sempre seremos melhores amigas,
consolo como o seu não há.
Porém, preciso sair de seus braços.
Partir.

Se não choro, embora meus olhos estejam quase transbordando,
é porque sei que vem me visitar.
Mas se insistir em permanecer ou me seguir
então farei como o matematico do filme:
terei que ignorá-la todos os simples dias,
mesmo vendo-a acolhedora.

Ah, Tristeza, tem quem a chame de feia,
mas mais encantadora que você não existe.
Vai ser difícil,
como todos os momentos em que estivemos juntas.

É chegada a hora do adeus.

Fique com os fogos,
pense que mandei soltá-los pra você.

Até.
Não digo até breve porque sou muito sua amiga
para alimentar falsas esperanças.

Não, não chore.
Sempre que eu lembrar de 2009
lembrarei de você.

Não, não me faça chorar.
Preciso continuar meu caminho.
Separações são sempre devastadoras, não acha?

Então é isso.
Por favor, me compreenda.

Pra você, os fogos.
Pra mim, um novo tempo.

See ya, when I see ya, my good friend.